All maps lie / Todos os mapas mentem


Map of Midtown Manhattan from the book Maps by Paula Scher [taken from the referred article]
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Mapa da Baixa de Manhattan do livro Maps de Paula Scher [retirado do artigo referido]

Paula Scher says, in the article All Maps Lie, from the Design Observer:

«[…] I began working as a professional graphic designer. My job was (and still is) to organize and layout other people’s information. I am completely aware of the distortions that can inadvertently occur in the process of editing, designing, and publishing texts. Articles are cut to fit into specific formats, and sometimes the cuts alter meaning. Hierarchies are created to help readers navigate texts, sometimes distorting the emphasis of specific content. Pull quotes (those sexy excerpts from an article that are blown out of scale to entice readers) can mislead by making the article appear to be about something different. Info graphics make an opinionated article appear scientific, and are more and more frequently appearing as unbiased stand-alone data, often disguising the dogmatic intent of an author. To make matters worse, the blogosphere completely democratizes such distortions. Anyone 
can make them, and they do.

Today, for example, the technology that powers Google Maps would be impossible without the ability to correct the distortions in aerial photography using devices like stereo templates. Yet distortions always exist, and you can always find them in places you know well: the mistaken curve, an odd foreshortening, something disappearing into shadow. Someone has decided what information should be put in or left out. Someone has determined the hierarchy of the information. And when you don’t know the place very well, you forget about the distortions; you suspend belief, even though you know the maps lie. You believe them as literal fact.»

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Paula Scher afirma, no artigo Todos os Mapas Mentem, do Design Observer:

«[…] comecei a trabalhar como designer gráfica. O meu trabalho era (e ainda é) organizar e dispor informação de outras pessoas. Estou completamente ciente das distorções que podem inadvertidamente ocorrer no processo de edição, paginação, e publicação de textos. Artigos são cortados para caberem em formatos específicos, e por vezes o significado altera-se. Hierarquias são criadas para ajudar os leitores a navegar nos textos, por vezes distorcendo a ênfase de um conteúdo específico. Citações pessoais (esses excertos sexys de um artigo que são colocados numa escala exagerada para atrair os leitores) podem enganar ao fazerem o artigo parecer ser sobre algo diferente. Gráficos informativos fazem um artigo de opinião parecer científico, e são cada vez mais apelativos como dados autónomos imparciais, frequentemente disfarçando a intenção dogmática de um autor. Para piorar a situação, a blogosfera democratiza completamente este tipo de distorções. Qualquer um as pode fazer, e qualquer um as faz mesmo.

Hoje, por exemplo, a tecnologia que potencia o Google Maps seria impossível sem a habilidade de corrigir distorções em fotografias aéreas sem recorrer a dispositivos como modelos estereofónicos. No entanto as distorções sempre existiram, e podemos sempre encontrá-las em locais que conhecemos bem: a curva errada, o atalho estranho, qualquer coisa a desaparecer em sombra. Alguém terá decidido que informação seria colocada ou não. Alguém terá determinado a hierarquia da informação. E quando não conhecemos um local muito bem, esquecemo-nos das distorções; suspendemos as crenças, mesmo sabendo que os mapas mentem. Acreditamos neles como se fossem uma verdade literal.»

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