We only see what we look at / Só vemos o que olhamos


René Magritte, The Key of Dreams [A Chave dos Sonhos], 1930

 «Seeing comes before words. The child looks and recognizes before it can speak.

But there is another sense in which seeing comes before words. It is seeing which establishes our place in the surrounding world; we explain that world with words, but words can never undo the fact that we are surrounded by it. The relation between what we see and what we know is never settled. […] The way we see is affected by the what we know or what we believe.
[…]
We only see what we look at. To look is an act of choice. As a result of this act, what we see is brought within our reach – though not necessarily within arm’s reach. To touch something is to situate oneself in relation to it. […] We never look at just one thing; we are always looking at the relation between things and ourselves. Our vision is continually active, continually moving, continually holding things in a circle around itself, constituting what is present to us as we are.»

Just started reading Ways of Seeing, by John Berger, attempting to get some ideias on what to write for my dissertation. I got away from the computer just 15 minutes ago (that thing which makes you make lots of things at the same time, and when you get off you continue to think the same manner), looked at the

cover…

then at the first page…

tried not to turn the computer back on…

and came back to make this post.

Sometimes I think about how influenced we are by the new media. By the millions of images and messages we are subjected to everyday. How does it change the way we thing and associate, even if we don’t pay them much attention?

/

«Ver vem antes das palavras. A criança olha e reconhece antes de poder falar.

Mas há outra explicação para que ver venha antes das palavras. É o acto de ver que estabelece o nosso lugar no mundo em redor; explicamos esse mundo com palavras, mas as palavras nunca poderão desfazer o facto de estarmos rodeados por ela. A relação entre o que vemos e o que sabemos nunca é certa. […] A nossa maneira de ver é afectada pelo que sabemos ou no que acreditamos.
[…]
Só vemos o que olhamos. Olhar é um acto de escolha. Como resultado deste acto, o que vemos é colocado ao nosso alcance – embora não necessariamente ao alcance das mãos. Tocar em algo é situar-se em relação a ele. […] Nunca olhamos para para apenas uma coisa, estamos sempre a olhar para a relação entre as coisas e nós mesmos. A nossa visão é continuamente activa, continuamente em movimento, mantendo sempre as coisas num círculo em torno de si mesma, constituindo o que nos é apresentado como nós mesmos ».

Comecei agora a ler o livro Ways of Seeing, de John Berger, numa tentativa de arranjar algumas ideias sobre o que escrever para a minha dissertação. Tinha acabado de sair do computador às 15 minutos atrás (o computador, esse bicho que nos faz fazer uma série de tarefas em simultâneo, de modo que quando o desligamos continuamos a pensar da mesma maneira), olhei para a capa do livro…

depois para a primeira página…

tentei não voltar a ligar o computador…

e voltei para escrever este post.

Às vezes penso no quanto somos influenciados pelos novos média. Pelos milhões de imagens e mensagens a que somos sujeitos diariamente. De que modo é que isso muda a nossa maneira de pensar e fazer associações, ainda que não lhes prestemos muita atenção?

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