Modern days pirates / Piratas dos tempos modernos

You must already be aware of the shut down of Megaupload’s website by the FBI. You might have also heard about the Anonymous attacks in response to it, to the FBI, the Department of Justice, the Recording Industry of America Association, the Motion Picture Association of America, and Universal Music’s websites.

I just read an interesting article on GOOD Magazine about the theme, whose reading I would really advise. Here’s a quote from a quote from the article:

«In a 2008 chat, one employee noted that:

“we have a funny business… modern days pirates :),”

to which the reply was,

“we’re not pirates, we’re just providing shipping services to pirates :).”»

I just found it interesting. What makes a person a “pirate”? Downloading a filie with an ilegal content? Placing that file online? Providing a service for others to download it? From this conversation, it seems that those who “just” provide the service are somehow innocent. And legislation also states that, as long as the service tries to prevent that sort of activity.

As an author, I can’t say I like to work for free, nor to see my copyrights being violated. But I can’t also affirm that everything I download is acquired by legal means. And I believe almost everybody does that. If we want to know lots of stuff, we can’t afford to buy them all. With the “new” online share systems, we are able to raise our knowledge in a way that wasn’t possible before.

In my iTunes library I have 221 music albums. Just imagine what would cost to legally purchase all that! If each album would cost about €15, then 15 x 221 = €3.315. Then, the movie files: about 150. And again, if each costed €15, then 15 x 150 = €2.250. Plus the rest I can’t remember right now. So imagine I would spend about €6.000 just in movies and music. It’s a lot, right?

In the end, I believe that what really matters is knowledge. Whether we like it or not, the violation of copyrights have brought us an easier way to improve our knowledge. I’m still waiting to see how the industry will overcome this. Because “modern days pirates” won’t just stop uploading and downloading files and more files in behalf of copyrights. No matter how many websites are shut down.

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Provavelmente estará já a par do encerramento do site do Megaupload, pelo FBI. Possivelmente terá também ouvido falar sobre os ataques do grupo Anonymous como resposta, aos sites do FBI, do Department of Justice, da Recording Industry of America Association, da Motion Picture Association of America, e da Universal Music.

Acabei agora de ler um artigo na GOOD Magazine sobre o tema, cuja leitura aconselho (em inglês). Aqui vai uma citação de uma citação do artigo:

«Numa conversa [chat] de 2008,
um empregado nota que:

“temos um negócio engraçado… piratas dos tempos modernos :),”

para o qual a resposta foi,

“não somos piratas, apenas fornecemos serviços de entrega a piratas :).”»

Achei curioso. O que faz de alguém um “pirata”? Fazer download de um ficheiro com conteúdos ilegais? Colocar o ficheiro online? Providenciar um serviço para que outros o possam fazer? Desta conversa, parece-me que aqueles que “apenas” fornecem o serviço são de algum modo desculpabilizados. E a legislação também apoia esta crença, desde que o dito serviço procure prevenir esse tipo de actividades.

Como autor, não posso dizer que gosto de trabalhar de graça, nem de ver os meus direitos de autor violados. Mas também não posso afirmar que tudo o aquilo de que faço download é adquirido de um modo legal. E acredito que quase toda a gente o faz. Se queremos conhecer várias coisas, não nos podemos dar ao luxo de as comprar a todas. Com os “novos” sistemas de partilha online, é-nos dada a possibilidade de aumentar o nosso conhecimento de um modo que não era possível antes. 

Na minha biblioteca do iTunes tenho 221 álbuns. Imagine-se o que custaria comprá-los a todos! Se cada álbum custar €15, então 15 x 221 = €3.315. Mais os ficheiros de filmes: cerca de 150. Mais uma vez, se cada um custar €15, então 15 x 150 = €2.250. E ainda mais aquilo de que não me recordo agora. Portanto imagine-se que gastaria cerca de €6.000 só em filmes e música. É ou não é bastante?

No fim, penso que o que realmente importa é o conhecimento. Quer gostemos quer não, a violação dos direitos de autor, trazida pelos novos meios de partilha de ficheiros online, proporcionou-nos uma maneira mais fácil de fomentar o nosso conhecimento. Ainda estou à espera para ver como a indústria vai superar isto. Porque os “piratas dos tempos modernos” não vão pura e simplesmente parar de fazer download e upload de ficheiros em detrimento dos direitos de autor. Não importa quantos sites sejam encerrados.

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