Vestígios de um Piquenique

Depois do Mega-Piquenique do Continente, que ocorreu a 16 de Junho no Terreiro do Paço, isto foi o que ficou. Se algumas das críticas diziam que não era digno um evento destes ocorrer num local histórico e privilegiado da cidade, as mesmas receavam que o pavimento fosse danificado com o transporte de vacas, porcos, galinhas, árvores… Os resultados estão à vista.

E—solução à portuguesa—, a alternativa foi esta: sinalizarem o acidente com grades e deixarem a coisa por lá ficar, até alguém se lembrar que não fica nada bem para inglês ver. E não fica mesmo.

Parece-me que cada vez mais são as empresas que mandam nas cidades, e a crise serve de desculpa. A estação Baixa Chiado PT Bluestation é um dos melhores exemplos. Mudar o nome de uma estação de metro, inserindo a denominação de uma marca, na altura pareceu-me notícia típica do Inimigo Público. Agora, vão realizando eventos e campanhas no espaço dos corredores da estação. Quem pára? Não sei. Normalmente observo as pessoas a afastarem-se com pressa, antes que as abordem a meio-caminho. Talvez não queiram ficar retidas debaixo de terra muito tempo, e façam questão de ir para a rua apanhar um bocado de sol. Antes de se enfiarem num escritório. Não interessa. O que interessa é que não param. Ninguém quer saber.

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