Category Archives: New Media / Novos Média

SPAM! SPAM®

spam and eggs

Para quem não saiba, SPAM, para além de ser uma mensagem electrónica não-solicitada, também é um alimento – mais especificamente carne pré-cozida enlatada. Foi tornado popular durante a Segunda Guerra Mundial, sendo de fácil armazenamento e tendo um longo prazo de validade, em territórios como o Havai, Guam e Saipan.

Segundo consta na Wikipedia (eu não fazia ideia), foi através de um sketch de Monty Python sobre o SPAM (como algo ubíquo e ao qual não se consegue escapar), que a expressão começou a ser utilizada no contexto commumente conhecido, de mensagem de correio electrónico não solicitada.

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A credibilidade de um email

spam

Recebi há uns dias um email com a seguinte informação:

Assunto: Pedido de divulgação muito urgente

“Há pessoas que têm estado a receber chamadas de +375602605281 e +37127913091 ou qualquer número começando com o código 375 ou 371.
Ligam e desligam, deixando uma mensagem de chamada perdida. Se ligarem de volta a um desses números serão cobrados € 15 ou € 30 e podem copiar a lista de contactos em 3 Seg.

Se tiverem informações bancárias ou de cartões de crédito no telefone, eles podem copiar também. 375 é da Bielorrússia e Afeganistão e 371 é o código do país para a Letónia

Não responda nem ligue de volta.

PEDIA A MAIOR ATENÇÃO PARA ESTA INFORMAÇÃO E A PARTILHA DESTA MSG COM OS COLABORADORES DA VOSSA AUTARQUIA. (MESMO QUE NÃO SEJA CLIENTE TMN)

Obrigado,
Gonçalo Magalhães

Gonçalo Magalhães
Gestor de Cliente
DDP/APL3 – Direcção de Clientes Sector Público
tlf: 215000051
tlm: 
965820224
e-mail: 
goncalo.s.magalhaes@telecom.pt

A primeira coisa que pensei quando vi isto foi: hoax. E bem pensado, bem certo: bastou uma rápida pesquisa em motores de busca para perceber que as minhas suspeitas eram justificadas.

Desconfiei porque:
› não se conseguem copiar contactos através de uma simples chamada
› muito menos informações bancárias ou de crédito
› há realmente chamadas extra-caras, mas tão EXTRA nunca tinha ouvido falar
› o email da TMN não estava identificado, tinha sido reencaminhado por uma suposta autarquia
› Gonçalo Magalhães: Gestor de Cliente – só tem 1 cliente?

Imagino que muita gente acredite porque:
› é a TMN, uma grande e credível empresa, a suposta fonte da informação
› foi reencaminhado por uma “autarquia”
› dá os detalhes da pessoa que enviou, juntamente com os seus contactos
› “mais vale prevenir que remediar”

Pois é, mas não vale:

Este tipo de mensagens tem por finalidade levar os menos informados a distribuir o e-mail pelo maior número de utilizadores, com a finalidade de entupir os servidores de e-mail. Podem ser mensagens ou posts para supostamente atestarem ou simplesmente polemizar sobre algo que sejam contra ou que tenham antipatia a alguma coisa ou a alguém.

Também este tipo de mensagens pode ser utilizado por alguém mal intencionado que, se aproveite dos endereços de e-mails assim obtidos por esta via, para construir uma base de dados, para posterior venda ou envio de SPAM. Hoaxes comuns são sobre o do fim do Orkut, o MSN Messenger tornar-se pago, como reativar uma cópia do Windows, fim da Internet, etc… Esses Hoaxes são criados basicamente para “chamarem atenção”, e seu alvo são os usuários básicos.

Fonte: wikipédia

A Revolução do Livro Digital

Ebook

Artigo no ionline sobre a revolução do livro digital.

Um simples aparelho de leitura que possa levar comigo, ligar a uma ficha e ler centenas de milhares de palavras de romances em dez minutos.” Era o desejo de um homem em 1930. Sorte que o pôs em papel porque contado ninguém acreditaria. Bob Brown era o nome deste homem, um escritor que pôs este e outros desejos num manifesto, o “The Readies”. Depois de ver o primeiro filme com som (o chamado “talkie”), Bob começou a pensar na evolução do visual. Pôs-se a imaginar de que maneira poderia a escrita sofrer transformações. O que imaginava era de facto o ereader e o respectivo conteúdo, o ebook.

Não conhecia a referência de Bob Brown, mas fiquei cheio de vontade de aprofundar mais sobre o assunto. A quem estiver interessado, encontrei o livro, ao que parece na íntegra, aqui.

The Lie Detector


Yesterday I found myself watching random videos / related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with related with the original source in Youtube, and found this one quite amusing, from Jimmy Kimmel’s show.

A child is put into a “lie detector” device (which is no less than a pan with lights turned upside down, and a pair of springs), and questioned by a police detective in presence of the Truth Fairy. Obviously, the children, being naïve, believed in the scenario and started manipulating their answers according to the device’s reaction. If it beeped (meaning they were lying) they would immediately change their answer, and say the opposite.

Child #1 in my opinion, gives the funniest answers.
Child #2 apparently really was in the moon, according to “the lie detector”.

Landover Baptist Church

Landover Baptist Church

Estava ainda à pouco a ler uma série de comentários num fórum, com o nome Portuguese people, lazy, rude, ugly, drug selling catlics, em que se descreviam os portugueses como um povo rude, de mulheres com bigode, sem língua própria (todos falamos um mau espanhol porque, basicamente, passamos todo o tempo bêbados), preguiçoso e igual aos mexicanos. Li os comentários do início ao fim, num sentimento misto de espanto, entretenimento (derivado do espanto, e de tanta estupidez pegada) e de que tudo aquilo era para lá de ridículo. Mas, sabendo que há pessoas para tudo, e sendo os conservadores americanos uma espécie um tanto estranha e desconhecida para mim, acreditei.

Felizmente, acontece que a referida igreja é falsa, situada num local falso,
e o site/fórum mais não é que uma sátira ao cristianismo fundamentalista
e à direita religiosa nos Estados Unidos. A Wikipédia desmistifica.

Aconselha-se a leitura, ao menos dá para rir um bocado, mesmo sabendo que
é tudo falso (mas suspeito que algumas das pessoas que comentaram, indignadas, não o soubessem).

Site da Landover Baptist Church [inglês]
Artigo na Wikipédia [inglês]

O cúmulo do ideal de beleza

O cúmulo do ideal de beleza é tentar tornar uma imagem tão perfeita que ela acaba por se tornar precisamente o contrário. Eu, como muita gente, ganhei o hábito de, sempre que tiro uma fotografia, e antes de a utilizar, a editar no Photoshop, para retirar imperfeições, corrigir cores, etc… Mas confesso que duplicar axilas nunca foi muito a minha cena, ao contrário do que se pode ver nesta imagem de Karlie Kloss, e do fotógrafo Mário Testino.

Sempre me fez alguma confusão o facto de os manequins e afins serem vistos como objectos, e passarem uma imagem de perfeição inalcançável pelo comum mortal. Mas, ora, com Photoshop também eu. Fazer batota não vale… E depois é assim que temos casos extremos de pessoas que fazem [hipoteticamente] 500 cirurgias para se parecerem com Kens e Barbies, com disturbios alimentares graves (como anorexia e bulimia), e psicológicos nem se fala.

É recorrente marcas de cosméticos processarem-se umas às outras por publicidade enganosa. A última que li era de uma publicidade a um rímel, em que a manequim tinha pestanas falsas. A concorrente dessa marca (penso que a L’Óreal) processou-a, alegando que com o dito rímel não se adquiriria pestanas tão longas. O resultado foi a proibição do anúncio no Reino Unido.

Na minha opinião, deveria haver uma legislação que restringisse a manipulação das fotografias de moda e cosméticos. E nada de letras pequenas em baixo a dizer “imagens meramente ilustrativas”, porque nisso ninguém repara, e ninguém lê (experiência de quem trabalha no atendimento ao público à 5 anos: se não estiver escarrapachado, as pessoas por e simplesmente não reparam. E mesmo quando está, a mensagem tem de ser bastante simples e directa – a modinha de utilizar termos estrangeiros só vem dificultar a coisa a pessoas menos literadas).

Can’t the TV remote be like the iPod?

«This idea of simplicity as a selling point clashes with the old thinking of constantly adding new features to your product in order to make it more appealing to your customers. Simple products are often thought of as dumbed-down, basic and inferior. But adding features doesn’t mean you get better products — it almost always means you get more complicated products just because the interface has to be expanded to accommodate the new functionality.»
The Laws of Simplicity, John Maeda

Why can’t the TV remote be like the iPod?

Understanding how to use a TV remote control is made easier by a friend
Photo by Nicolas Zurcher