Landover Baptist Church

Landover Baptist Church

Estava ainda à pouco a ler uma série de comentários num fórum, com o nome Portuguese people, lazy, rude, ugly, drug selling catlics, em que se descreviam os portugueses como um povo rude, de mulheres com bigode, sem língua própria (todos falamos um mau espanhol porque, basicamente, passamos todo o tempo bêbados), preguiçoso e igual aos mexicanos. Li os comentários do início ao fim, num sentimento misto de espanto, entretenimento (derivado do espanto, e de tanta estupidez pegada) e de que tudo aquilo era para lá de ridículo. Mas, sabendo que há pessoas para tudo, e sendo os conservadores americanos uma espécie um tanto estranha e desconhecida para mim, acreditei.

Felizmente, acontece que a referida igreja é falsa, situada num local falso,
e o site/fórum mais não é que uma sátira ao cristianismo fundamentalista
e à direita religiosa nos Estados Unidos. A Wikipédia desmistifica.

Aconselha-se a leitura, ao menos dá para rir um bocado, mesmo sabendo que
é tudo falso (mas suspeito que algumas das pessoas que comentaram, indignadas, não o soubessem).

Site da Landover Baptist Church [inglês]
Artigo na Wikipédia [inglês]

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O cúmulo do ideal de beleza

O cúmulo do ideal de beleza é tentar tornar uma imagem tão perfeita que ela acaba por se tornar precisamente o contrário. Eu, como muita gente, ganhei o hábito de, sempre que tiro uma fotografia, e antes de a utilizar, a editar no Photoshop, para retirar imperfeições, corrigir cores, etc… Mas confesso que duplicar axilas nunca foi muito a minha cena, ao contrário do que se pode ver nesta imagem de Karlie Kloss, e do fotógrafo Mário Testino.

Sempre me fez alguma confusão o facto de os manequins e afins serem vistos como objectos, e passarem uma imagem de perfeição inalcançável pelo comum mortal. Mas, ora, com Photoshop também eu. Fazer batota não vale… E depois é assim que temos casos extremos de pessoas que fazem [hipoteticamente] 500 cirurgias para se parecerem com Kens e Barbies, com disturbios alimentares graves (como anorexia e bulimia), e psicológicos nem se fala.

É recorrente marcas de cosméticos processarem-se umas às outras por publicidade enganosa. A última que li era de uma publicidade a um rímel, em que a manequim tinha pestanas falsas. A concorrente dessa marca (penso que a L’Óreal) processou-a, alegando que com o dito rímel não se adquiriria pestanas tão longas. O resultado foi a proibição do anúncio no Reino Unido.

Na minha opinião, deveria haver uma legislação que restringisse a manipulação das fotografias de moda e cosméticos. E nada de letras pequenas em baixo a dizer “imagens meramente ilustrativas”, porque nisso ninguém repara, e ninguém lê (experiência de quem trabalha no atendimento ao público à 5 anos: se não estiver escarrapachado, as pessoas por e simplesmente não reparam. E mesmo quando está, a mensagem tem de ser bastante simples e directa – a modinha de utilizar termos estrangeiros só vem dificultar a coisa a pessoas menos literadas).

Can’t the TV remote be like the iPod?

«This idea of simplicity as a selling point clashes with the old thinking of constantly adding new features to your product in order to make it more appealing to your customers. Simple products are often thought of as dumbed-down, basic and inferior. But adding features doesn’t mean you get better products — it almost always means you get more complicated products just because the interface has to be expanded to accommodate the new functionality.»
The Laws of Simplicity, John Maeda

Why can’t the TV remote be like the iPod?

Understanding how to use a TV remote control is made easier by a friend
Photo by Nicolas Zurcher

Testing the reliability of a questionaire

Dealing with statistics, and with the program IBM SPSS Statistics to analyse the data I got from my dissertation’s questionaire.

Was the questionaire well developed? Are the results reliable?
That’s what I’m going to find out with Cronbach’s alpha. Curious…

Testes: primeiros resultados

26 respostas de especialistas, 105 respostas de utilizadores. Ufa! Custou, mas foi. Agora é a parte gira (mas morosa): a análise de dados.

Dou só um cheirinho, na média de classificação dos websites de saúde:


Pelos especialistas.


Pelos utilizadores.

Os websites podem ser visualizados sem limitações de tempo aqui.
A versão para avaliação tinha um limite de tempo de 3,42”, e encontra-se aqui.

Testes e mais testes…

Enquanto estava a inserir os resultados dos últimos testes, no Excel, apareceu-me este magnífico erro. Basicamente, é uma mistura da tabela com a imagem de fundo do meu computador.

Estamos na última fase de testes, desta vez com utilizadores. Já vamos em 66 inquéritos preenchidos, sendo que o objectivo inicial eram 50. Novo objectivo: 100. Uma amostra de 50 parece-nos agora pouco representativa.

Os perfil dos utilizadores é: dos 18 aos 35 anos, licenciado ou a frequentar o ensino superior, com uma literacia informática média ou acima.

Alguém que se insira no perfil está interessado em participar?
De qualquer das maneiras, podem consultar o formulário em http://designecredibilidade.site90.net/download/.
Para os interessados: demora cerca de 10 minutos a preencher.

Se está numa revista credível, é porque é verdade?

Artigo no público de hoje: Cientistas cépticos quanto a estudo que associa transgénicos ao cancro

Muitos cientistas torcem porém o nariz ao estudo, apesar de ter sido publicado numa revista científica conceituada – a Food and Chemical Toxicology.

Será que o milho transgénico provoca o cancro? Um estudo com a duração de dois anos, e com experiências em ratos de laboratório, é agora tornado público.
Um grupo de ratos com alimentação normal vs. outro com transgénicos.
Os segundos desenvolveram cancro em maiores percentagens que os primeiros. As reacções divergem. Se, por um lado, as organizações contra os transgénicos aplaudem o estudo, muitos cientistas questionam a sua credibilidade pelo modo como foi desenvolvido, argumentando que o facto de ter sido publicado numa revista conceituada não o torna mais credível. Pois se os ratos já têm uma propensão para desenvolver cancro, se além do milho transgénico também consumiam água com herbicida, como saber realmente até que ponto o consumo de transgénicos contribuiu para o desenvolvimento do cancro?

É daqueles casos em que eu penso: cada parte está a querer vender o seu peixe. As organizações anti-transgénicos dizem que é credível, porque lhes convém.
Os pró-transgénicos refutam o estudo. E os cientistas? Não sei de que lado estão, mas gostava de saber. Território neutro? Não sei. Mas duvido muito.