Tag Archives: photography

Balance

Imagem

Man On Rooftop With Eleven Man In Formation On His Shoulders, from an unidentified American artist, around 1930

Trying to balance job, study and more work. Bet this guy could do it easily.

September 15 – Lisbon

The people is sick of lies.
And got out to the street.

Terreiro do Paço, 2008

Encontrei umas fotografias que tirei ao Terreiro do Paço em 2008, na altura em que ainda tinha a calçada portuguesa, estavam a decorrer as obras no metro e na estrada que entretanto fecharam (do lado esquerdo, estando de frente para o rio). Acho interessante ver o antes e o depois. Será que ficou melhor? Na minha opinião sim, com a abertura do Cais da Colunas e de várias esplanadas, bem como pelas restrições ao trânsito. Só tenho pena que não tenham mantido a calçada, que faz parte da nossa cultura, e os bancos, que até eram simpáticos para quem quisesse descansar um bocado a apreciar uma boa vista.

The power of an image

An image can have an enormous power, and several interpretations. Sometimes picking up known elements and placing them in absurd (or not so absurd) environments can have a huge impact. Dina Goldstein does that in the series Fallen Princesses and In the Doll House.

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Fallen Princesses

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In The Doll House

Photomanipulation

Retronaut.co has posted something about photomanipulation.

How easy is it?

Lee Friedlander

Lee Friedlander (born July 14, 1934) is an American photographer and artist. In the 1960s and 70s, working primarily with 35mm cameras and black and white film, Friedlander evolved an influential and often imitated visual language of urban “social landscape,” with many of the photographs including fragments of store-front reflections, structures framed by fences, posters and street-signs.
via en.wikipedia.org

There’s always a somehow hidden detail in Lee Friedlander’s photographs. I love the way he instead of hiding the city’s “less pretty” objects, such as street-signs and fences, tries to include them in the photographs.

Image manipulation / Manipulação da imagem


Hyppolite Bayard, 1840

«The corpse which you see here is that of M. Bayard, inventor of the process that has just been shown to you. As far as I know this indefatigable experimenter has been occupied for about three years with his discovery. The Government which has been only too generous to Monsieur Daguerre, has said it can do nothing for Monsieur Bayard, and the poor wretch has drowned himself. Oh the vagaries of human life….! … He has been at the morgue for several days, and no-one has recognized or claimed him. Ladies and gentlemen, you’d better pass along for fear of offending your sense of smell, for as you can observe, the face and hands of the gentleman are beginning to decay.»

«During the 1830s there was a race among inventors to be the first to perfect the photographic process. Louis Daguerre won the race (at least, he was the first to patent a process) and gained all the glory. This left some other inventors feeling bitter. Frenchman Hippolyte Bayard had independently invented a rival photographic process known as direct positive printing, and had done so as early as Daguerre, but his invention didn’t earn him fame and riches. Frustrated, he created a photograph to express his feelings. It showed himself pretending to be a suicide victim. He wrote an explanatory note on the back of it.

So while Bayard is not remembered as the first to invent photography, he is remembered for a different kind of first — the first to fake a photograph.» [font]

The conclusion we can take from this is that image manipulation is something that exists for a long time. Here, I only referrenced the photographic image, but before that we already had “realistic” paintures. And by “realistic” I mean supposedly realistic, since the paintures were to be beautiful, showing perfect persons in perfect poses in perfect scenarios. We can also remember the greek sculptures, in which the human body was shaped to show perfection.

So, we know picture manipulation exists, because it’s everywere: in magazines, in television, films… Even so, when we need a proof of something, we always tend to demand a photograph for that purpose. Why do we do that? We know “specialists” aren’t perfect, that they sometimes commit mistakes. We know all that, but our “seeing to believe” trust speaks higher. About that, I’ll later write about Elmyr de Hory, the painter. I’ll try not to forget about that for the next post.


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«O corpo que aqui vê é o do Sr. Bayard, inventor do processo que acabou de lhe ser mostrado. Tanto quanto sei, este experimentador infatigável esteve ocupado durante três anos com a sua descoberta. O Governo que terá sido apenas bastante generoso para o Sr. Daguerre, terá dito que não podia fazer nada pelo Sr. Bayard, e o pobre coitado afogou-se. Oh, os caprichos da vida humana! Esteve na morgue durante vários dias, e ninguém o reconheceu nem reclamou. Senhoras e senhores, é melhor passar adiante por medo de ofender o vosso sentido de cheiro, pois como podem observar, o rosto e as mãos do cavalheiro estão a começar a deteriorar-se.»

«Durante os anos 1830 havia uma competição entre inventores para serem os primeiros a aperfeiçoar o processo fotográfico. Louis Daguerre ganhou a corrida (pelo menos, foi o primeiro a patentear um processo) e ficou com toda a glória. Isto deixou um sentimento amargo em alguns inventores. O francês Hyppolite Bayard tinha, de modo independente, inventado um processo rival conhecido como impressão directa positiva, e tinha-o feito tão cedo quanto Daguerre, mas a sua invenção não lhe valeu nem fama nem riquezas. Frustrado, criou uma fotografia a expressar os seus sentimentos. Mostrava-se a ele próprio a fingir ser vítima de suicídio. Escreveu uma nota explicatória nas suas costas.

Por isso enquanto Bayard não é recordado como o primeiro a inventar a fotografia, é recordado por outro tipo de pioneirismo — foi pioneiro na falsificação de fotografias.» [fonte]

A conclusão que podemos retirar disto é que a manipulação da imagem é algo que há muito existe. Aqui, apenas fiz referência à imagem fotográfica, mas antes disso tínhamos já as pinturas “realistas”. E por “realistas” entenda-se supostamente realistas, sendo que as pinturas eram para ser bonitas, representando pessoas perfeitas em poses perfeitas em cenários perfeitos. Também nos podemos lembrar das esculturas gregas, em que o corpo humano era moldado de modo a exibir a perfeição.

Sabemos então que a manipulação da imagem existe, porque a encontramos em todo o lado: em revistas, na televisão, em filmes… Ainda assim, quando precisamos de uma prova de qualquer coisa, tendemos sempre a exigir uma fotografia para o propósito. Porque o fazemos? Sabemos que os “especialistas” não são perfeitos, que por vezes cometem erros. Sabemos disso tudo, mas a nossa crença no “ver para crer” fala mais alto. Sobre isso, irei mais tarde escrever sobre Elmyr de Hory, o pintor. Vou tentar não me esquecer desse assunto para o próximo post.